Nome
Original: Selma
Diretora:
Ava
DuVernay
Roteirista: Paul Webb
IMDB:
Selma
Filmes
como Selma possuem um significado especial para mim, eles me mostram tudo
aquilo pelo que meus antecessores lutaram, e o quanto ainda há para fazer até
que consigamos garantir equidade.
Martin
Luther King Jr. Foi um importante líder negro estadunidense que buscava a
implantação dos direitos do povo negro naquele país. Em Selma vemos os
bastidores que o levou a marchar da cidade de Selma até Montgomery, no Alabama,
para exigir que o direito de voto fosse respeitado, pois, autoridades brancas
usavam de artifícios ilegais para proibir que os negros pudessem votar.
Selma
nos mostra a vida nos anos 60, nos EUA, e como a sociedade ainda “estava”
despreparada para nos dar qualquer direito – e sim, eu me incluo nesta fala -. Nos
mostra a truculência policial, o ódio e a falta de respeito que King e seus
seguidores tiveram que enfrentar para conseguirem o que queriam. Quando paro
para pensar, vejo que nos dias de hoje não é muito diferente. A truculência
policial é bem presente e não apenas nos EUA. Quantos jovens negros são mortos
no Brasil por dia? É algo a se pensar. Mas, apesar do ódio e das ameaças, King
não se deixou abalar, ele seguiu em frente, com a cabeça erguida e continuou a
lutar.
A
história é forte, pessoas foram mortas por acreditarem que eram iguais, por
acreditarem que mereciam tanto quanto qualquer outra, por que queriam decidir o
futuro do seu país. Após terminar de assistir fiquei me perguntando o porquê de
o ser humano ser tão cruel, como é possível que alguém se sinta superior apenas
pela cor de sua pele? Achar que merece mais por isso? Não consigo compreender. E
é algo que, infelizmente, não se foi com o tempo, o ser humano não se tornou
mais sábio, compreensível com os anos. Para aqueles que acreditam na tão famosa
democracia racial, para aqueles que acham que racismo já não existe, que nós
somos “vitimistas”, só peço que abram os olhos e observem com mais atenção o
mundo em que vivemos.
Me
pergunto como o Oscar pôde premiar este filme apenas uma vez – e somente a
música glory – depois de uma história tão poderosa e importante, quando ano passado
12 anos de escravidão foi tão bem recebido por eles, e então, as palavras de
David Oyelowo fazem muito mais sentido. Não nos celebram quando somos agentes
de nossa própria história, quando mudamos nossa realidade – apesar de Solomon
ter conseguido mudar sua situação praticamente só, embora muitos acreditem que
ele tenha sido “salvo” pelo homem branco. – quando fazemos nossas vozes serem
ouvidas, eles nos querem escravos, sempre relembrando o papel submisso que
tivemos.
Martin
Luther King foi um exemplo, um homem que não se deixou calar, que não pregava o
ódio, mas, a tolerância. Martin não foi só um discurso em Washington, ele não
foi só um sonho, foi um homem que nos ensinou, e ensina, que abaixar a cabeça e
aceitar não é nunca a solução. E é por ele, e por tantos outros e outras que
lutaram e lutam pela nossa libertação que continuarei a lutar. Selma is now!
“Freedom is never voluntarily given
by the opressor; it must be demanded by the opressed”
-
Martin Luther King Jr.
Beijos
Danzinha




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