13 setembro 2012

Resenha: Um Lugar para Ficar


Nome Original: Stay

Autora: Deb Caletti

Editora: Novo Conceito

Número de Páginas: 272

ISBN: 9788581630199

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Sinopse: O relacionamento de Clara com Christian é intenso desde o começo e diferente de tudo o que ela já havia experimentado. No entanto, o que começa como um grande afeto rapidamente se transforma em obsessão, e já é muito tarde quando Clara percebe que as coisas foram longe demais e que Christian está disposto a fazer de tudo para ficar ao seu lado. Então, Clara parte da cidade e Christian fica para trás. Ninguém sabe onde ela está, mas, mesmo assim, Clara ainda luta para se livrar do medo. Ela sabe que Christian não vai permitir que ela suma tão facilmente. Não importa para onde ela vá, nunca será longe o bastante... (Sinopse retirada do skoob)


Este foi um livro que decidi ler de supetão, ele até que me chamava à atenção, mas, nunca fique louca para lê-lo. Na realidade estou em um momento de leitura pouco definido, onde não sei bem qual estilo me agrada mais no momento. E, após uma comédia hilária resolvi cair de cabeça em um thriller.

“Talvez fizesse algo relacionado às palavras, assim como meu pai; contei a ele, na minha imaginação, porque as palavras são colinas e vales por onde você viaja, tão encantadoras que, às vezes, o fazem chorar.” (Pág. 15)

Clara Oates é filha de um famoso escritor, a após um jogo de basquete, onde ela vê possivelmente o homem mais interessante do mundo, sua vida fica de cabeça para baixo. Clara inicia um namoro que tem tudo para ser perfeito com Christian, os dois parecem estar na mesma sintonia e tudo acaba por ser um mar de rosas. Até que Christian se mostra um homem controlador e ciumento, que não deixa Clara respirar, e por isso ela tem que fugir para o mais longe possível.

Bem, este livro tem um plot muito interessante, e que parece estar na moda, onde o namorado se torna obsessivo e passa a querer controlar cada passo de sua namorada. Eu gostei do livro, e achei interessante a abordagem do tema e de como relacionamentos podem dar muito errado quando as coisas saem do controle.

“É um engano a gente pensar que quer saber tudo o que há para saber sobre todas as coisas, isso não é verdade, não mesmo. Eu já tinha tentado desvendar o lado sombrio de uma pessoa antes e tinha visto o fundo de sua alma. Enxerguei bem lá dentro, bem no fundo, e pode ter certeza, ninguém quer ver as coisas podres que estão lá dentro.” (Pág. 37-38)

Clara é uma personagem que me dividiu, no começo do livro ela parecia sensata e muito coerente no que dizia, mas, depois passou a se comportar de um modo que não me agradou, e que, para mim, fugiu um pouco da realidade. O livro é contado com capítulos divididos, ora temos um capítulo da vida atual de Clara, depois de ela ter fugido de Christian, e ora um capítulo que trata do relacionamento dos dois. Esse modo de narração me agradou muitíssimo, poder ver as mudanças no comportamento de Christian foi incrível, pude sentir o medo de Clara muitas vezes, e sua vontade para que as coisas dessem certo.

O que não me agradou, foi a parte da fuga de Clara, as coisa aconteceram rápido demais, achei incrível o fato de ela ter se apaixonado a primeira vista por um cara que ela só tinha visto uma vez (não é spoiler!) além disso o modo como ela se comportava com seu pai algumas vezes me irritou bastante.

Como disse a pouco, a paixão de Clara por Finn não me convenceu, sendo que aconteceu logo que ela chegou à nova cidade – pra onde ela foi fugindo de seu ex, tipo, sério que ela se apaixonou assim, tão de repente? -, Finn tinha tudo para ser o mocinho que qualquer garota se apaixonaria, mas, ele é perfeito demais, sabe? Eu tive a impressão que a autora só o colocou na estória para diferi-lo de Christian, mostrando o cara maravilhoso e perfeito e o lunático obsessivo.

Christian é completamente maluco, e devo admitir que a autora construiu este personagem perfeitamente, eu senti toda a sua obsessão, e todo o seu delírio como se ele estivesse falando comigo e não com Clara. Deve ser algo horrível passar por uma situação desta, onde aquela pessoa que tanto amávamos, acaba por se tornar um monstro que queremos o mais longe possível.

“Mas, se o destino muda as formas, o amor muda também. Ele pode vir sob a mais perigosa das formas. É o dia mais maravilhoso e, logo em seguida, é o pior dos seus dias. É a sua esperança e o seu desespero. O claro e o escuro podem se alternar em extremos, na velocidade da luz, como um barco navegando num dia lindo, e, então, as nuvens se aproximam, o céu escurece, o mar enraivece e o barco se perde.” (Pág. 45)

E, por fim, gostaria de comentar o modo como a autora destacou as estórias de fantasmas durante todo o livro, não como se eles fossem reais, mas, como algo que fica sempre em nossas memórias. Acho que isso ganhou destaque pelo fato de a mãe da Clara ter morrido quando ela era muito jovem, e nem tudo sobre sua morte ter sido revelado à filha.

Enfim, não foi um livro que eu adorei, ou classifiquei como favorito, mas, foi um livro que fluiu e que me deixou satisfeita no fim das contas. Leiam, e me digam o que acharam.
Beijos
Danzinha

3 comentários:

  1. Oi Dan!
    Já perdi a vontade de ler o livro, ele parece tão mais ou menos...
    Essa capa é digna de Parece Mas Não É, não parece um thriller, muito menos um que envolva fantasmas hehe
    Beijão!

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  2. Oi Danzinha!
    Olha, concordo contigo em quase todos os aspectos. Li o livro há algumas semanas e até gostei, mas definitivamente não foi o melhor livro da minha vida.
    Aliás, concordo contigo na parte em que diz que o amor dela por Finn foi repentino!

    Ótima resenha!
    Beijos,
    N!

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  3. Quero muito ler esse livro, haha *-*
    Beeijo!

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Obrigada pela visita, o mais rápido possível estaremos retribuindo.

 

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