Nome Original: 12 years a slave.
Autor: Solomon Northup
Editora: Seoman
Skoob: 12 anos de Escravidão
Sinopse: Considerada a melhor narrativa já escrita sobre um dos períodos mais nebulosos da história americana, Doze anos de escravidão narra a história real de Solomon Northup, um negro livre que, atraído por uma proposta de emprego, abandona a segurança do Norte e acaba sendo sequestrado e vendido como escravo. Depois de liberto, Northup publicou o relato contundente de sua história, que se tornou um best-seller imediato. Hoje, 160 anos após a primeira edição, Doze anos de escravidão é reconhecido como uma narrativa de qualidades excepcionais. Para a crítica, o caráter especial do livro deve-se ao fato de o autor ter sido um homem culto que viveu duas vidas opostas, primeiro como cidadão livre e depois como escravo. “O livro nos encantou: a dimensão épica, o detalhamento, a aventura, o horror, a humanidade. Lia-se como um roteiro de cinema, pronto para ser filmado. Eu não podia acreditar que nunca ouvira falar nele. Pareceu-me tão importante quanto O diário de Anne Frank, só que publicado quase cem anos antes.” - Steve McQueen, diretor do filme 12 anos de escravidão (Retirada do Skoob)
Desde que descobri sobre a existência deste livro fiquei curiosa acerca de seu conteúdo. A época da escravidão sempre foi um objeto de muito interesse, para mim. Porém, não o li logo que chegou, e isso, em parte, se deu pela horrenda ressaca literária em que me encontrei por dois meses inteiros. Mas, creio que, o fato de me sentir tão profundamente conectada com esta parte da história universal me manteve longe desta história por um bom tempo. Quando finalmente me rendi e iniciei a leitura, mais uma vez fui assaltada pelo ódio contra esta instituição que ainda hoje nos assombra.
12 anos de escravidão conta a história do próprio Solomon Northup e de como este, sendo um homem livre nascido no estado de Nova Iorque, foi enganado e forçado a trabalhar como escravo por 12 anos de sua vida, nas fazendas do sul dos Estados Unidos. Conhecemos assim a real crueldade dos escravocratas, que além de todo o mal que causaram a população negra, ainda sequestravam homens e mulheres livres.
Uma coisa que me ficou clara durante a leitura, e que ainda é perceptível nos dias de hoje, foi o quanto a lavagem cerebral era efetiva, principalmente nas pessoas negras. Percebi que o próprio Solomon, mesmo sendo um homem livre pela maioria de sua vida, ainda considerava sua própria raça como inferior. No início do livro isso é ainda mais visível, pois, parece que enquanto ele era livre, a escravidão não lhe dizia respeito. Obviamente, após sofrer na pele, ele tornou-se um abolicionista ferrenho que compartilhou sua vivência pelas cidades de seu país.
Infelizmente, não é apenas nos livros sobre escravidão que encontramos pensamentos parecidos, nos dias de hoje ainda é possível ver como os negros são tratados, e como a própria escravidão ainda vive em nós. Piadinhas racistas, comentários preconceituosos são vistos diariamente, e, quando apontados, os racistas fingem que não é com eles.
Solomon nos entrega uma narrativa dolorosa, porém, necessária. É preciso que mais narrativas como esta sejam compartilhadas, para que injustiças assim jamais se repitam - bem, que elas parem de uma vez por todas, já que ainda existe escravidão e injustiça em todos os lugares -. Mas, talvez, apenas talvez, se mais pessoas lerem livros e histórias como esta, possamos pensar mais e, finalmente, encontrar soluções para estes problemas. Sim, é utópico, mas, é um começo.
Também assisti ao filme ganhador do Oscar deste ano. Posso dizer que chorei durante algumas horas. E, apesar de muita gente reclamar, acredito que o prêmio foi merecido. O diretor conseguiu pegar as partes mais importantes e dramáticas da vida de Solomon e traduzir lindamente para a tela. As atuações foram maravilhosas, também. Enfim, adorei.
Bem, super recomendado. Leiam, leiam, leiam.
Beijos
Danzinha

Oi!
ResponderExcluirFazia tempo que eu não aparecia aqui e que agradável surpresa me esperava... Já ouvi falar muito bem desse livro e tua resenha só reforçou a minha vontade de conhecer a história... Estou com o filme e ainda não assisti...
Adorei a sua opinião e concordo em gênero e grau.
Beijos!
http://luahmelo.blogspot.com