Livro: As Peças
Infernais (Vol. 2: Príncipe Mecânico)
Páginas: 406
Autora: Cassandra
Clare
Editora: Galera
Record
Nota: 3/5
Sinopse: Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que saiu de Nova York para Londres — ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, ser traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada — foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem sequer exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico. (Retirado do Skoob)
Caso queira conferir a minha resenha do primeiro livro da série, segue
o link: Anjo
Mecânico.
Mas ante de começar a resenha propriamente diga, gostaria de falar
algo... Tessa, eu te odeio! Agora sim, posso começar.
Nesse segundo livro da série As Peças Infernais, a “realidade” da
Tessa cai de vez ao chão. Ela está mais confusa do que nunca. O que pensar do
Magistrado? Will, em seu mistério, se mostra encantador; e Jem, em sua
segurança, se mostra um porto seguro. Acredito que esse livro se foca sobre
tudo na história de Will - não era de menos, porque a forma como terminou o
primeiro livro não foi de Deus. A autora também foca nos outros personagens.
Perdoem-me pela imprecisão em minha afirmação, porém não sei bem como colar em
palavras. Mas vamos lá.
Will, ganha outra face nessa sequência, ou melhor, a autora acaba
mostrando além da mera aparência que ele tenta transmitir às pessoas ao seu
redor. E para isso, contamos com a presença magnifica de Magnus (foi mal pela
brincadeira com as palavras), que é a quem Will recorre para descobrir quem foi
o demônio que lançou sua maldição e, em meio a esse processo, conhecemos mais
da história desse personagem.
Os outros personagens se mostram tão complexos e interessantes quanto.
Henry é incrível em sua idiossincrasia. Sou suspeita a falar de Magnus – minha segunda
opção de casamento, pois a primeira é Will –, o meu personagem predileto dos
criados pela autora. Jem é lindo, e não me é de admirar que Tessa sinta afeição
por ele. Gideon foi uma surpresa maravilhosa. Charllote é determinada, e sua
cara de zangada sempre me dá aquela impressão de ser uma pessoa a quem pode se
contar. Jessamine... eu sinto tanto por ela, o que não a deixa menos incrível.
E Tessa... Bom, eu quero que ela morra.
Tessa foi minha grande frustação neste livro, e me tirou muito do
sério. Primeiro, eu não tenho muita paciência para triângulos amorosos,
principalmente quando a mocinha se apaixona pelos dois ao mesmo tempo. Uma
coisa é aquele triangulo em que o terceiro fator, apesar de ser objeto de afeto
da mocinha, não é visto como um possível par romântico, e sim mais como um
irmão. Com a Tessa é diferente, ela sai pegando geral. Porque as opções são tantas
e tão boas que ela não sabe bem o que escolher.
Há coisas que eu gostaria de compartilhar com vocês, que me
desagradaram no livro, porém seria spoiler. Mas acredito que eu poderia falar
que esperava mais criatividade de Cassandra Clare. Por causa desse triangulo o
livro acabou se tornando meloso, o que não era o que eu esperava de Príncipe
Mecânico. Sem falar que a personagem metida a boba que Tessa se mostrou não me
convenceu. Acredito que a história desenvolvida em torno do trio poderia ser
mais evidenciada, há tantos pontos que poderiam ser desenvolvidos de uma forma
melhor. Tanto que levei bastante tempo para terminar a leitura, pois alguns
estimulantes na verdade me retardaram.
Amo o jeito que a Cassandra escreve, amo seus personagens - tirando a
Tessa, evidentemente -, adoro o mundo que ela criou, principalmente nessa
vertente da história que se passa no século XIX... Porém o livro me desapontou
em alguns pontos, o que foi uma pena, já que espera mais em decorrência do primeiro
volume. Contudo, indico a leitura porque sou suspeita a falar de Clare que,
para mim, escreve de uma forma muito bonita; além de mostrar um amor pela
literatura e suas vertentes em cada citação que coloca, dando a impressão de
que solta uma luz mágica em torno das várias versões poéticas e dos autores que
nos apresenta. Ou talvez o brilho seja apenas o glitter que Magnus acabou
deixando por entre as páginas.
Pabline

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