Livro: Série
Matarana (Vol. 1: Terra Ardente)
Páginas: 284
Autora: Janice
Diniz
Editora: Desfecho
Romances
Nota: 3/5
Sinopse: Karen tem má fama na cidade. Envolvida com corridas de cavalo, dívidas que podem levá-la à falência e uma vida afetiva que segue a regra dos três encontros e nunca mais, ela não pode fracassar. No seu encalço, dois fazendeiros ambicionando tomarem-lhe a propriedade. Com a vida em risco e sozinha num lugar hostil, ela tenta sobreviver e cuidar da avó e do filho. Se for preciso, seduzirá o delegado de polícia de Matarana para protegê-la – um caubói da lei que se comporta como um xerife durão do velho-oeste americano. Mas Karen não é a única mulher em apuros. A jornalista Nova Monteiro investiga um latifundiário suspeito de aliciar trabalhadores. Abandonou o sudeste para ficar ao lado do homem que ama desde a infância. Um amor que tem tudo para não se concretizar. O que Nova não sabe, porém, é que, segundo boatos, a chuva de cinzas na estação do estio não é somente das queimadas, mas também dos corpos dos forasteiros que se metem com os poderosos da região. Assim, ela faz duas descobertas: que luta pela causa errada e que o amor verdadeiro é um sentimento bruto que pode nascer do medo. Matarana, a cidade das aparências, onde nem sempre o mocinho é bom e o vilão, mau. Um romance country contemporâneo com mulheres fortes, homens destemidos, pistoleiros, matadores de aluguel e paixões devastadoras. A humanidade posta à prova em situações-limite (retirada do Skoob).
Bom, não vou me ater muito ao que se
trata a história - aliás, um livro nacional -, pois a sinopse resume muito bem. Vou me fixar em outros
aspectos.
Vi uma resenha há um bom tempo falando maravilhas de Terra Ardente, no próprio Skoob a nota dada ao livro
estava altíssima. A grande, grande maioria mesmo colocava 4 e 5 – e é porque
não foi pouca gente que leu, não. Então comecei a leitura na maior expectativa,
mesmo sem saber muito bem do que se tratava a história já que tinha me esquecido
do que li na resenha, só lembro que a pessoa falou muito bem; e comecei esperando
me apaixonar e colocar no mínimo 5 estrelas no Skoob. Mas não foi bem isso o
que aconteceu.
Comecei a obra sem procurar ler muito sobre
ela, queria me surpreender com tudo o que visse. No final das contas me surpreendi.
Mas talvez algumas surpresas não foram tão boas assim. Primeiro tentei entender
em que período se passava a história... No meu mundo cor de rosa o livro se
tratava de uma romance histórico, numa “pacata” cidade estilo velho oeste, onde
as mulheres estavam imersa numa sociedade ainda bem machista com seus vestidos
longos; na verdade a história se passa no tempo presente numa cidade “pacata”
de nome Matarana no interior do Brasil.
No principio, me peguei sofrendo com a
escrita da autora. Ela utiliza expressões bem diferentes – e um tanto difíceis de
assimilar – e sua escrita mescla algo mais objetivo; não sei se saberei
explicar. Assim, ela fala algo então “ponto”. Parece que a narrativa se quebra
e logo vai falando outra coisa, algo meio mecânico de difícil fluidez. Mas com
o passar da leitura, a escrita dela fica bem mais digerível e agradável.
Pois bem, até uma boa parte do livro eu
não conseguia me conectar com a história, simplesmente não conseguia. Acho que
entendi o que a autora queria passar; Diniz queria quebrar conceitos, Karen a
mulher mal falada, que furnicou com
praticamente “todos os caras da cidade”, se punha no papel de homem e não como
uma donzela indefesa, trabalhadora e que punha a cara à tapa. Nova como uma
riquinha, mas que mesmo utópica em relação ao amor também se colocava a frente
do que acreditava, e Franco como o cara mau, que carrega toda uma má fama nas
costas, mas que no final das contas se mostra diferente do que aparenta. Características,
que apesar de me chamarem a atenção, não me abalaram muito; não sei se foi a autora que não soube explorar bem isso ou se eu, por já ter visto características assim em outras livros que me agradaram, não me sentir muito convencida. Quanto às
descrições dos lugares... Na minha opinião não foi nada de muito especial, a imagem não se fixou bem em
minha cabeça. Não consegui sentir o suor escorrendo pelo meu rosto ou a areia soprada
pelo vento.
Lia Terra Ardente mais para acabar logo
com o livro e começar outro do que pelo bel prazer de me deleitar com a
leitura. Foi só depois do meio do livro que teve uma coisinha que deixou as
coisas mais interessantes para mim. A impressão que dá é que a autora começou a
história pensando em algo tendo como casal principal Karen e o xerife bonitão
Rodrigo e depois do meio para o final o foco da história mudou para Nova... e
um sujeito aculá; falo assim porque para mim seria um spoiler, mas se você já
tem ideia do que vai acontecer já deve saber de quem estou falando.
Só sentir simpatia pela personagem
Nova e o sujeito aculá. Havia outros personagens que para mim poderia ter uma maior visibilidade; e os que aparentemente eram os personagens visíveis, os de destaque na história, me deixaram com um certo vazio, como se falta-se algo. Não consegui me conectar
bem ao livro, tanto que não estou com muita curiosidade pela continuação.
Talvez o problema seja eu; pela história ser diferente, ter todo esse clima de
conflitos fundiários, eu pensei que gostaria, mas acabou não me satisfazendo.
Quanto do fator caliente no livro, ele é um erótico leve, sem grandes detalhamento. Lembro que quando vi o
titulo “Terra Ardente”, logo associei à aqueles romances de bancas com um nome
apelativo. Terra Ardente se refere mais a terra quente do interior, se certa
maneira seca, ardente; mas também deve ser referir aos casais principais em meios a seus conflitos. Mas foi realmente Nova e o sujeito aculá que salvaram a história para mim, eles despertaram a curiosidade em mim; por
eles dou as 3 estrelas, porque os outros personagens não conseguiram me
deixar curiosa. Nova é ótima, me fez até dá boas risadas.
Para muitos a história foi maravilhosa.
Prendeu. Emocionou. Surpreendeu. Deixou um gosto de quero mais. Para mim
esses sentimentos foram em pequenas medidas. Não consegui me conectar bem a história.
Esperava mais. Achei que faltou explorar certas coisas, certos sentimentos, certos personagens. Paro para pensar, e talvez eu esteja olhando o livro esquecendo que ele pertence a uma série, e o que sentir falta nesse volume talvez se aprofunde no outro. Ou talvez eu apenas não estivesse no clima para a leitura. Mas se aventurem em Terra Ardente, vai que você sinta o vento quente
no rosto, fique entusiasmada(o) com os desfechos, sinta ódio de certos
personagens e se surpreenda com outros?
PS: Pelo o que fiquei sabendo o livro vai
sair com nova capa pela Lexia, que é essa aqui:
A primeira capa não é uma maravilha para
mim, mas prefiro muito mais que essa outra. Essa outra traz um teor conotativo
que para mim não é o que representa a história. Parece apelativo. Gente, não gostei.
É minha opinião.
PSS: Se quiserem se informar mais sobre
Terra Ardente e a série, aqui o site do livro: http://terraardenteolivro.blogspot.com.br/
Pabline


Oi Pabline! Eu vi várias resenhas positivas deste livro, a sua foi a primeira que apontou os pontos negativos, eu tenho vontade de conhecer o trabalho da autora,mas não é uma prioridade no momento. Bjos!!
ResponderExcluirCida
Moonlight Books
Oi Pá!
ResponderExcluirAchei uma pena que você não curtiu, sou apaixonada por esse livro e pela escrita da Janice.
Acho incrível como a narrativa dela se assemelha ao cenário e ao clima do centro-oeste, é uma narrativa mais seca e direta mesmo. E eu gosto muito das personagens porque elas fogem de esteriótipos e de classificações, todas são boas e más, em diferentes doses, claro.
Mas enfim, isso acontece e o envolvimento varia com cada um!
Beijão!
Cida: Até agora eu não vi resenha negativa também, não. Me sinto um monstro hihi
ResponderExcluirBeijo :a
Aione: Pois é, fiquei triste por não ter amado loucamente o livro. Esperava tanto dele. Não sei se não assimilei bem o que a autora quis passar, sei lá :b
Parabéns pela resenha Pabline! Já li Terra Ardente e amei, tanto que o considero um dos melhores livros nacionais que já li. Que pena que a leitura não foi 100% pra ti...Beijo!
ResponderExcluirHum!
ResponderExcluirQuente né?
Adorei!
Beijinhos
Rizia - Livroterapias
Livroterapias
Oi Pabline!
ResponderExcluirMorro de curiosidade de ler Terra Ardente. Gosto da temática (sou louca por romances) e por ser nacional me chama ainda mais atenção.
Gostei bastante da sua resenha. Admiro bastante a sinceridade dos blogueiros e você me ganhou com a sua. Uma pena você não ter se envolvido tanto com a leitura. Acontece né?
Ah, eu vi a capa nova e, sinceramente, prefiro a antiga. rs Muito mais bonita!
Beijos
http://www.coisasdemeninasarteiras.blogspot.com.br/
Oie!
ResponderExcluirEu tive o prazer de conhecer a autora na feira do livro aqui em POA, descobri que ela mora aqui o/
E claro adquiri o livro, assim que der pretendo ler.
Beijos*
Como você também prefiro a primeira capa. Vou ver se encontro o livro, nunca vi em lugar nenhum mas fiquei curiosa para ler.
ResponderExcluirBeijos
Pepper Lipstick
Vanessa: Que bom que ele te agradou tanto. Pois é, foi uma pena. Beijo!
ResponderExcluirRizia: ashaushua, pode se dizer que sim :o
Neyla: Romance é amor s2. Também adoro. Pois é, por ser um livro nacional chama mesmo muito a atenção. Muito obrigada, busco realmente falar o que sinto pela obra nas minhas resenhas; mas espero que quando você for ler, o livro te conquiste como conquistou tantas outras pessoas. Num é? A capa antiga é muuuuito melhor. Mesmo. Beijo flor :g
Nessa: Nessa sua linda, saudade de você. Coisa boa, deve ter sido incrível conhecer a autora *.....* . Espero que goste da obra. Xeru!
Bia: Primeira capa é bem melhor, ela tem mais a ver com ardente com essas cores escuras. A outra só me faz associar a suor. Eu também nunca vi para vender. Tive foi a sorte de conseguir ele pelo Skoob por uma troca. Mas no site que eu coloquei no post mostra que você pode comprar direto com a autora, até. Beijio!