Direção:
Tate Taylor
Roteiro: Kathryn
Stockett, Tate Taylor
Duração:
137 min.
Sinopse: A história de otimismo ambientada no Mississippi em
1962, durante a gestação do movimento dos direitos civis nos EUA, acompanha
Eugenia "Skeeter" Phelan (Emma Stone), jovem que acabou de se graduar
e quer virar escritora, mas encontra a resistência da mãe, que quer vê-la
casada. Aconselhada a escrever sobre o que a incomoda, Skeeter encontra um tema
em duas mulheres negras: Aibileen (Viola Davis), empregada que já ajudou a
criar 17 crianças brancas mas chora a perda do próprio filho, e Minny (Octavia
Spencer), cozinheira de mão cheia que não arruma emprego porque não leva
desaforo dos patrões para casa. (Retirada do Filmow)
Bem,
o preconceito racial – por motivos óbvios – sempre foi um dos temas que mais me
atraiu, e um dos que mais me enraivece. Assim, resolvi assistir a este filme e
ver como ele trata o assunto e devo dizer que este é um dos melhores filmes que
vi.
Histórias
Cruzadas conta a estória das mulheres negras no sul dos estados unidos em 1962
quando estas eram tratadas como pessoas inferiores pelos brancos da região e
que embora fizessem tudo desde cuidar das crianças e da casa não eram
reconhecidas como trabalhadoras que mereciam o mínimo de seus direitos.
Skeeter
é uma jovem que acabou de se graduar na universidade e tem o desejo de se
tornar uma jornalista, diferentemente de suas amigas, ela não vê as empregadas
como um ser inferior, mas, sim como pessoas que merecem respeito e consideração
– como deveria ser, mas, enfim... – Quando ela descobre que a mulher que a
criou foi embora, fica extremamente triste e a partir daí passa a observar o
mundo das ajudantes, decidindo escrever um livro sob o ponto de vista delas.
Achei
bem interessante o modo como a protagonista foi caracterizada, ela não se
parece em nada com as mulheres daquela época, ela não se preocupa com a beleza
e não media suas palavras, dizendo sempre o que pensava sem nenhum filtro, ela
não aceitava injustiças e tentava consertar o mundo a sua maneira. Skeeter é
uma mulher corajosa, afinal de contas dizer na cara de todos que a forma que
tratavam os negros era errada em um lugar tão preconceituoso como o sul dos
estados unidos é dar, realmente, a cara pra bater.
Viola
Davis me encantou neste filme, ela é uma atriz espetacular e me emocionou
bastante durante todo o filme. A estória de Aibileen, tendo que cuidar de
diversas crianças que não eram sua e ainda ser tratada como lixo após perder o
único filho deve ser muito pesado para qualquer pessoa, e ainda assim se manter
íntegra e melhor que muitos de seus patrões é admirável.
Mas,
o filme não é só sobre drama e injustiça, na verdade muitas partes me fizeram
rir com vontade e a personagem de Octavia Spencer foi uma das principais
culpadas disto, ela é desbocada e mal-humorada e não se importa com o que os
outros vão pensar dela, ela diz o que pensa e faz o que quer, mesmo que se
arrependa depois.
A
estória em si é muito bem contada e me deixou com o peito apertado em diversas
partes, é bem difícil assistir a coisas tão aviltantes e se dar conta que tudo
aquilo realmente aconteceu e que embora não seja baseado em história –
diretamente – retrata verdadeiramente tudo o que aconteceu naquela época, o que
torna tudo ainda mais triste.
Enfim,
este é um filme que recomendo muito. Um livro bonito, triste e que ainda assim
consegue ser engraçado. Ainda não li o livro, mas tenho certeza de que deve ser ainda melhor.
Beijos
Danzinha




Ahhh, Dan, esse filmes é tão, tão lindo.
ResponderExcluirE eu, como você (aparentemente), também passei pelos sentimentos mais horríveis durante a sessão.
Eu tinha tanta, tanta raiva da personagem da Bryce Dallas. Eu queria esmagar a cabeça dela.
E simpatizei muito com a personagem da Jessica Chastain. Ela estava tão maravilhosa no papel, falando nisso!
De qualquer forma, eu senti o ódio realmente horrendo do preconceito e de como ele era quase tratado como lei. Ridiculo!
E, apesar de ter sentido tanto ódio, também foi o filme que mais me emocionou até hoje. Nunca consigo esquecer como tive que me controlar para não soluçar quando os créditos começaram a rolar. E olha que eu não sou de chorar no cinema, em.
Muito, muito lindo.
Eu comecei a ler o livro, mas, como era muito grande, deixei para uma hora que tivesse mais tempo. Talvez eu pegue agora, na férias, quem sabe.
Ótima escolha!
Beijão!
Oi Dan!
ResponderExcluirEntão, tentei baixar o filme uma vez, mas aí veio com péssima qualidade e acabei esquecendo de tentar de novo.
Tenho muita vontade de ver esse filme, me interesso também sobre o preconceito racial, é algo que me irrita e me indigna muito.
Já vi diversas pessoas comentando o quanto o filme é bom.
Também quero ler o livro, mas nesse caso não me importo de assistir primeiro.
Adorei a resenha!
Beijinhos
Oi Dan, eu tmbm gosto desse tema, que apesar de ser triste, infelizmente ainda faz parte da nossa vida. Claro que o preconceito está diminuindo sua intensidade, entretanto ainda sim existem aqueles que não deixaram a mente evoluir e tratam as pessoas com indiferença.
ResponderExcluirFiquei super interessada pelo filme, gosto demais de tramas que me fazem emocionar e de alguma forma aprender algo. E me parece que este filme tem muito a nos ensinar...
Vou deixar sua dica anotadinha aqui pra procurar depois, fiquei super interessada.
Bjokas querida e até mais!
Ler e pensar
Oii,
ResponderExcluirBom eu ainda não vi o filme, mas já li o livro e adorei. Um livro maravilhoso com uma história muito bonita. Em algumas partes eu fucava com muita raiva e em outras eu me divertia com as empregadas.
Beijos,
Katielle
Oi Dan.
ResponderExcluirFaz tempo que estou com vontade de assistir esse filme, mas sempre deixo para depois rs. Agora depois da sua opinião mega sincera a curiosidade aumentou! Espero gostar tanto quanto você. E também pretendo ler o livro.
Beijos.
eu simplesmente AMEI esse filme, nossa chorei feito louca, e que atuações foram aquelas? Um show, simples assim *-*
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