Livros: Tristão e Isolda
Páginas: 132
Autor(a): ----
Editora: Martin
Claret
Nota: 3
Sinopse: O amor impossível de Tristão e Isolda inspirou poetas, escritores, pintores e músicos da Idade Média e dos tempos modernos. Tornou-se, por exemplo, tema de uma das mais famosas óperas de Wagner.Tristão e Isolda são os trágicos protagonistas de uma história medieval de amor baseada numa lenda celta.As inúmeras versões francesas que a imortalizaram e a divulgaram em outros países são o testemunho do fascínio e encantamento que a história de Tristão e Isolda produziu sobre o espírito medieval e de nossos tempos.Esta versão que ora oferecemos ao leitor brasileiro foi baseada nos fragmentos de Béroul, Thomas (troveiro anglo-normando do século XII), Gottfried von Strassburg e nos trabalhos do francês J. Bédier, um dos mais importantes pesquisadores modernos da lenda de Tristão e Isolda. (Retirado do Skoob)
Caso vocês tenham lido a resenha que fiz sobre o filme Tristão e
Isolda, viram que eu estava muito curiosa pelo livro, porque simplesmente amei
o filme. Eu pensei que o filme, claro, apesar de ser uma adaptação, fosse
minimamente parecido com essa lenda celta. Mas não, definitivamente, não. As
únicas coisas parecidas entre a história de Tristão e Isolda e o filme foram:
Os personagens principais se chamavam Tristão e Isolda, a história estava em
volta do fator “amor proibido” e (começo do spoiler)
eles
morreram no final (fim do spoiler). Ok, exagerei; mas só um pouquinho. Certos pontos do inicio da lenda celta nos lembra o filme, mas de
resto, todos os desfechos foram alterados, houve grandes mudaranças até nas relações de parentesco e também sentir falta de muitos personagens. E isso me deixou meio decepcionada, porque querendo ou
não, eu queria uma história incrível como a do filme. Maldita hora que assistir
ao filme antes U.U
Tristão, ainda muito novo perdeu os pais, e acabou ficando com seu
tio; o rei Marcos. Já moço (lá pelos 20 anos), ele passa por uma luta para
honrar o reino e acaba sendo ferido por uma espada banhada em veneno, empunhada
por Morholt, da Irlanda. Obviamente, se ver muito adoentado, então pede ao seu
tio que lhe deixe vagar pelo mar numa pequena embarcação, para assim morrer, ou
quem sabe encontrar uma ilha encantada onde possa ter alguém que o cure. Ele
acaba parando na Irlanda e é salvo pelas mãos curadoras de Isolda, a rainha do
rei da Irlanda, e é nessa ocasião que conhece a linda filha da rainha, de 12
anos; Isolda, a Loura.
Nisso ele volta curado para sua terra natal, e claro todos ficam muito
felizes por lhe verem novamente. Os “conselheiros” do rei exigem que o monarca espose, mas o rei diz que só casaria com a que tivesse
os cabelos loiros com ouro. Lá vai Tristão de volta para as terras da Irlanda
pedi a mão em casamenta da Isolda, a Loura, para o seu tio Marcos. Depois do
jovem herói derrotar um Dragão, o pai da princesa acaba concedendo-lhe a mão.
Mas a mãe da jovem menina, vendo sua infelicidade por ter de casar com o rei Marcos
e não com Tristão, faz uma espécie de poção do amor para sua filha tomar com o
rei e assim poderem viver apaixonados por três anos; que é o tempo que dura a
poção. No fim das contas, ainda no navio para voltarem, depois de certas
confusões, nossos pombinhos acabam tomando a tal poção e assim começa o amor
proibido, pois não conseguem se separar de tão apaixonados.
Isolda casa com o rei Marcos, mas mantém relações com o jovem, lindo e
valente Tristão. E claro, isso só poderia gerar muitos conflitos;
principalmente por parte do ciúmes do rei.
Já não gostei dessa história de paixão iniciada com a poção do amor,
me pareceu que no principio eles foram fossados a se amarem, coisa que no filme
foi de uma naturalidade tão bela. Enquanto que no filme Tristão sofria com a
lealdade que sentia pelo homem que o criou, mesmo amando Isolda (ou seja, o rei
com quem Isolda casou), se via triste por ter que enganar o rei, no livro não me
pareceu bem assim; muitas vezes os personagens tiraram minha paciência. Até mataram para
permanecerem em segredo, e nesse processo davam graças a Deus por ajudarem a
ficarem unidos, apesar deles nem serem tão inocentes no cartório.
Sei que tive todas essa impressões porque tinha como parâmetro de
comparação o filme, que apesar de tentar fazer uma história ambientada em uma
época lá atrás, está em volta de impressões contemporâneas, e isso, querendo ou
não passou, e muito, para a “adaptação”. Eu também teria que tentar me livrar do
anacronismo.
Até porque o filme tem uma maior, digamos; humanização da história,
enquanto que no livro contamos com agentes fantásticos, como a própria aparição
do dragão, ou as habilidades quase magicas da rainha e filha Isolda terem de
curar as feridas e conhecerem os poderes das ervas tão bem que lembram muito
feiticeiras, ou no personagem que consegue ver o futuro nos astros ou na
própria figura de Tristão, que cria um "arco que não falha” e tem o poder de
encantar a todos com sua voz e harpa. Percebemos que tem uma certa magia
envolta no imaginário da história.
Mas apesar de certas loucuras, que me fizeram ficar com medinho do
Tristão, o livro é acima de tudo uma história de amor, de sofrimentos, de
amantes que passaram por intempéries na vida, que não conseguiam viver um sem o
outro; um amor canal e emocional.
Então prefiro não dizer se gostei mais do filme que do livro, porque
para mim foram completamente diferentes apesar de uma coisinha ali ou outra
aqui lembrarem a história de Tristão e Isolda. E essa é uma dica que deixo para
quem quiser ler a obra caso tenham assistido o filme antes, se desapeguem de
todas as impressões causadas pela adaptação e encarem o livro como uma história
totalmente diferente.
No todo, Tristão e Isolda é uma obra rica, que nos conta muito sobre
aspectos da época, apesar da versão de Tristão e Isolda original ter perdido
certos detalhes, e essa versão que temos agora é das variantes que foram feitas
lá pelo século XII e XIII.
PS: Assistam o filme, ele é lindo *..........*
Pabline

Oi Pá!
ResponderExcluirEu vi o filme há muitos anos, então não me lembro de nada dele.
Eu acho que se você tivesse lido primeiro, era capaz de ficar brava com o filme hehehe, mas que bom que você gostou dos dois!
Você já viu Romance, o filme com a Letícia Sabatella e o Wagner Moura? Fala muito de Tristão e Isolda lá!
Beijão!
Oi, que lindo o blog. Eu acho que eu já vim aqui no blog outras vezes, mas essa eu tive que comentar algo. Você está de parabéns.
ResponderExcluirEstou passando aqui para dizer também, que tem post novo. E se quizer me seguir lá, é só avisar que eu sigo de volta.
Beijos,
Blog: www.junhiimce.blogpost.com.br