10 abril 2012


Resenha: Assim Falava Zaratustra


Livro: Assim Falava Zaratustra
Páginas: 354
Autor: Friedrich W. Nietzsche
Editora: Livros Escala
 

Sinopse: “Assim falava Zaratustra” é um dos pontos altos da obra de Nietzsche e ele sabia disso: não faltam referências à obra nas páginas de outros livros do autor, assim como outras obras-primas do pensamento filosófico. Do alto da montanha, da caverna em que mora com seus animais, Zaratustra perscruta o horizonte, o infinito, o grande mar, o além e paira, junto com sua águia e com sua serpente envolta no pescoço da águia, seus olhares sobre o mundo, sobre os pântanos em que se debate a humanidade sem rumo. Terão os homens coragem de se transformarem em homens superiores, de atingi o ápice, o estado de super-homem? 
 
 
Terminei essa manhã mesmo de ler Assim Falava Zaratustra e me deu uma enorme vontade de postar uma resenha sobre ele hoje, do que em outro dia, que era o que pretendia.
Esse é o primeiro livro que leio de Nietzsche e digo, foi o livro mais difícil que já li. Tanto que demorei a terminá-lo justamente porque quando não conseguia entender certas passagens, as relia porque queria aproveitar o máximo de sua obra. Foi um desafio e tanto, e amei ter tido a oportunidade; detalhe, foi o pai da Dandara que me deu o Assim Falava Zaratustra \o/. Aproveito o momento para agradecê-lo :D


Assim Falava Zaratustra é um livro extremamente filosófico, em que o autor não se preocupa muito com detalhamentos físicos ou de ambientes (Uma estranheza para mim, já que prezo tanto isso), e sim, em discursos expondo sua filosofia, discursos de superação do homem, discursos sobre o super-homem.
No livro, não nos deparamos com uma historia essencialmente linear. Nietzsche, as vezes nos confunde, pois em momentos Zaratustra esta fazendo tal coisa, em tal lugar, mas depois todo o ambientes é praticamente esquecido, então só Zaratustra (As vezes pensamos até ser Nietzsche narrando a historia em vez de Zaratustra de tanto que ele gosta se colocá-lo em terceira pessoa) nos é apresentado, nos falando suas opiniões sobre a vida, o mundo, as pessoas, a sociedade, a religião.

Esse livro não tem uma linguagem, exatamente fácil, há sim algo de complicado; mas o que complica mesmo são as inúmeras metáforas de Zaratustra. Há momentos em que ele fala certas coisas e ficamos nos perguntando se são realmente metáforas. As mulheres provavelmente se sentiram incomodadas nesse quesito; acreditem! Zaratustra não é uma pessoa exatamente carismática, muitas coisas que ele proclama, não concordei.
Um livro deveras interessante e que irá arrancar do leitos diferentes sensações. Algo que percebi, e que desconhecia, era perceber que Nietzsche se mostrou para mim como um personagem incrivelmente complexo. Uma hora era um homem além de seu tempo, em outra, percebemos que sim, ele era um homem de seu tempo.

A pessoa precisa ler Assim Falava Zaratustra com a mente aberta, acredito que assim, conseguirá tirar a verdadeira essência do que Nietzsche queria falar, queria provocar. Se tiverem a curiosidade, leiam, é um livro instigante e de uma filosofia interessantíssima.


Ai! Existem tantos grandes pensamentos que apenas fazem o mesmo que um fole: inchando, aumentam o vazio. (página 74)

Minha felicidade é louca e dirá somente loucuras; ainda é jovem demais. Suportai-a com paciência! (página 96)

É preciso conter o coração, porque, se o deixarmos livre, depressa perdemos a cabeça!
Ai! Onde se cometeram mais loucuras na terra do que entre os compassivos? E no mundo, quem fez sofrer mais que as loucura dos compassivos?
Infelizes daqueles que amam sem ter domínio de sua compaixão!
Assim me falou o diabo um dia: “Deus também tem seu inferno. É seu amor pelos homens”. (página: 103)
Pabline



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5 comentários:

Alinne disse...

Oi Pabline!
Enquanto lia a sua resenha, não pude deixar de pensar que esse é um tipo de livro que o meu pai adoraria ler! Eu não gosto muito de livros filosóficos, mas já li alguns que até me agradaram porém não é o meu estilo sabe? Mas gostei de saber que te agradou =)
E parabéns pela resenha.
Beijos

Aione Simões disse...

Oi flor!
Seu comentário de que o livro é muito filosófico me encheu de vontade de lê-lo! Já tinha essa vontade por ser Nietzshe e por esse ser uma das mais famosas obras dele, mas ainda não havia lido alguma resenha sobre ele!
Gostei de ver ^^
Beijão!

Gilciany Viana disse...

Oi Pabline, tudo bem flor? Finalmente resolvi meu problema e estou de volta! Obrigada pelo recadinho de incentivo lá no blog! Foi de grande valia pra mim...=)
E nesse um mês fora da blogsfera perdi muitas coisas né? Até o lay vcs mudaram aqui, ficou lindão heim! Parabéns.
Gostei muito da sua resenha e preciso parabenizá-la, pq resenhar um livro de Nietzsche não é fácil. Ele é um autor muito complexo e sua linguagem é mesmo extremamente rebuscada.
Já li um texto dele na facu e quase ranco meus cabelos fora...lembro que li umas 4 vezes o texto pra conseguir entender as ideias dele. Ufa! Filosofia é sempre muito difícil.
Fiquei interessada em ler o romance dele, pq texto teórico já tive a oportunidade, então seria uma boa conhecer o outro lado do autor.
Um beijão querida e até mais.

Carol disse...

Já li alguns livros do Niestzsche, mas saiu com a cabeça tão pesada depois da leitura que só o leio agora quando tenho muita disposição ^^
Adorei a resenha =]

Beijos.
#Resenha falada.

Semiramis Mimi disse...

oi pabline . que bom encontrar pessoas para compartilhar nossos gostos literários. ja tive o prazer de ler o anticristo e biografia de uma tragedia e tenho uma grande vontade de ler quando niestzsche chorou e este que vc leu. é realmente uma leitura bem dificil, mas vale a pena para nòs que gostamos, não é

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